quarta-feira, 6 de janeiro de 2021

Projeto obriga montadora a produzir carros adaptados para deficientes


 

Pelo menos um a cada cem veículos fabricados deverá ter câmbio automático, direção hidráulica, vidros elétricos e comandos manuais de freio e embreagem.


O Projeto de Lei 5188/20 obriga as montadoras a produzirem um carro adaptado para pessoas com deficiência a cada cem carros sem adaptação. O texto exige que os carros venham com, no mínimo, câmbio automático, direção hidráulica, vidros elétricos e comandos manuais de freio e embreagem.

A proposta altera a Lei 8.989/95, que permite que as pessoas com deficiência adquiram automóveis para seu uso a um custo mais acessível, com isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

De acordo com o autor do projeto, deputado Luiz Carlos Motta (PL-SP), essas pessoas, no entanto, encontram muitas dificuldades nas alterações que precisam ser feitas no veículo para que ele possa ser apto a ser utilizado por elas. Isso porque, segundo o parlamentar, na maioria das vezes, elas precisam arcar com o custo da adaptação, realizada, em geral, por empresas especializadas nesse tipo de serviço.

Motta ressalta que algumas adaptações são bastante peculiares, e, por isso, não há definir em lei todas as hipóteses de adaptação. “Achamos então mais conveniente estipular, como obrigatórias, adaptações mínimas, como câmbio automático, direção hidráulica, vidros elétricos e comandos manuais de freio e embreagem.”

Segundo o parlamentar, esses itens já atendem boa parte das pessoas com deficiência. “Mas nada impede que a fábrica de automóveis inclua outras adaptações que julgar adequadas. Dessa maneira, esse projeto de lei busca aumentar as chances de aquisição de veículos, em condições justas de garantia e valor.”

Fonte:Exame.com

https://exame.com/brasil/projeto-obriga-montadora-a-produzir-carros-adaptados-para-deficientes/

As 10 carreiras que mais contrataram profissionais com deficiência





Nos últimos 10 anos, a contratação de profissionais com deficiência formados no ensino superior teve um aumento de 159,16%, segundo levantamento do Quero Bolsa, plataforma de bolsas de estudos, com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

os dados do Quero Bolsa destacam um avanço na inclusão no mercado de trabalho. Em 2010, foram 4.395 contratações. Em 2019, o total cresceu para 11.390.

No entanto, no período analisado de 2010 a 2019, apenas em três anos as contratações superaram as demissões desses empregados, em 2010, 2011 e 2018.

De acordo com o levantamento, a maior parte das contratações se concentra na profissão de ajudante de escritório. Confira o ranking das 10 principais carreiras:

  • Assistente Administrativo – 1.900
  • Auxiliar de Escritório, em Geral – 1.772
  • Escriturário de Banco – 670
  • Analista de Desenvolvimento de Sistemas – 275
  • Recepcionista, em Geral – 233
  • Administrador – 232
  • Analista de Recursos Humanos – 208
  • Enfermeiro – 186
  • Vendedor de Comercio Varejista – 133
  • Operador de Telemarketing Receptivo – 131

E a pandemia do novo coronavírus pode ser prejudicial para o avanço da inclusão PcD no mercado: 93% dos profissionais com deficiência acreditam que essa crise tem dificultado a procura por emprego. O dado faz parte da pesquisa Catho com mais de 1.400 profissionais que possuem alguma deficiência.

Para 69% dos respondentes, a falta de oportunidades é a maior barreira. E 83% contam que usam a internet para encontrar vagas.


Fonte:exame.com

https://exame.com/carreira/as-10-carreiras-que-mais-contrataram-profissionais-com-deficiencia/

AGORA É LEI! CINEMAS TEM ATÉ 2021 PARA ADAPTAR SALAS A PESSOAS COM DEFICIÊNCIA


 


Os donos de cinemas têm até o dia 1º de janeiro de 2021 para adequar as salas de exibição às necessidades de pessoas com deficiência. É o que prevê a Lei 14.009, de 2020, publicada na edição desta quinta-feira (4) do Diário Oficial da União.


O prazo original terminaria em janeiro deste ano. Mas uma medida provisória enviada em dezembro pelo Poder Executivo estendeu o período de adaptação por mais 12 meses. A MP 917/2019 foi aprovada sem alterações pelo Senado no dia 28 de maio e promulgada como lei pelo presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre.

A Lei 14.009 muda o Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei 13.146, de 2015). De acordo com o texto, os cinemas devem contar com espaços livres e assentos para a pessoa com deficiência, em locais de boa visibilidade, em todos os setores, próximos aos corredores e devidamente sinalizados. Os espaços devem garantir a acomodação de um acompanhante.

O estatuto prevê ainda uma série de recursos de acessibilidade. Entre eles, a subtitulação por meio de legenda oculta, a janela com intérprete da língua brasileira de sinais (Libras) e a audiodescrição.

Fonte: Agência Senado

COVID-19 E A INVISIBILIDADE DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA


 


Neste momento em que a pandemia do novo coronavírus impacta a vida de todas as pessoas, não podemos tratar as questões relacionadas às pessoas com deficiência de forma descontextualizada. A deficiência está assentada em uma pessoa, que pode ser mulher, homem, negra, indígena, homossexual, transsexual ou bissexual; uma pessoa que pode estar em situação de rua ou de refúgio, pode ser criança, adolescente, jovem, adulta, idosa, rica, pobre, enfim, em um indivíduo.

No entanto, independente da pessoa em que esteja ancorada, a deficiência se traduz em condição de vulnerabilidade. O conceito atual de “pessoa com deficiência” relaciona a pessoa, sua condição de deficiência (impedimento) e seu entorno. Por definição, “pessoa com deficiência” é aquela que tem impedimento de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, o qual, em interação com uma ou mais barreiras, pode obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas.

Esse conceito está posto na Convenção Sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência da ONU, o primeiro tratado internacional de direitos humanos a ser incorporado pelo ordenamento jurídico brasileiro. A Convenção, ratificada como emenda constitucional no país em 2008 e promulgada em 2009, fundamenta a Lei Brasileira de Inclusão (nº 13.146, de janeiro de 2016).

Assim, compreendendo a pessoa com deficiência e relacionando-a com seu entorno, ficam evidentes as situações de vulnerabilidades no cotidiano de uma pessoa que tem impedimentos de natureza sensorial intelectual, mental e físico, que se potencializam com as condições de desigualdade vividas por todos nós, brasileiros, em todos os âmbitos.

Neste contexto, surge a questão: as orientações e ações oficiais de prevenção e a regulação de serviços considerados essenciais levam em conta as especificidades das pessoas com deficiência? Antes da pandemia já era evidente a vulnerabilidade destas pessoas, imaginemos isso em um cenário de incertezas sobre as consequências da covid-19 no mundo e no Brasil.

Somando-se à situação de vulnerabilidade durante a pandemia, temos a falta estrutura em diversas áreas e políticas públicas, principalmente a Saúde. Diante desta situação, que estratégias poderiam incluir as pessoas com deficiência no enfrentamento desta crise sanitária? Construir estratégias não é tarefa fácil, principalmente no atual contexto, marcado pelas desigualdades sociais, em que ainda não são efetivas as políticas públicas previstas na legislação vigente.

A questão fica mais complexa quando pensamos na diversidade e nas especificidades dos tipos de deficiência: físicas (mobilidade reduzida), sensoriais (deficiência visual e auditiva), intelectuais (acessibilidade na compreensão) e mentais (transtornos psíquicos e de comportamento). Cada uma delas demanda acessibilidade da informação e da comunicação, por exemplo. Tais estratégias, portanto, devem considerar, a partir do princípio da equidade, as necessidades específicas de cada pessoa com deficiência, já previstas nas legislações e políticas públicas vigentes.

No que diz respeito à prevenção entre as pessoas com deficiência física, as medidas de contenção, tais como o distanciamento social e o isolamento pessoal, por exemplo, podem ser impossíveis para aquelas que requerem apoio de cuidadores (profissionais e/ou familiares) para comer, vestir-se ou banhar-se. Nestes casos, a presença física de um contato próximo é indispensável. Os governos nas três esferas (federal, estadual e municipal) abordam e/ou consideram em suas orientações de prevenção, tais situações? Por outro lado, o isolamento social, para quem tem dificuldade com alteração de rotina, como é o caso de pessoas que tem o espectro autista, foi pensado de forma que minimize os impactos emocionais e respeite o comportamento dessas pessoas?

No tocante às pessoas com deficiência sensoriais (deficiência visual e auditiva), a informação e a comunicação chegam até essas pessoas? Tais informações são tratadas e repassadas considerando a necessidade de acessibilidade [audiodescricão e uso da Língua brasileira de sinais (Libras)]? As informações chegam a quem não escuta e não enxerga?

A compreensão das informações é processada de forma diferente por quem tem uma deficiência intelectual. As informações de prevenção têm sido passadas de forma que estas pessoas as compreendam? Têm-se pensado em comunicação em linguagem simples e direta para que as medidas de prevenção de contágio possam ser seguidas com eficácia?

Todas estas estratégias existem e estão descritas na legislação vigente e nas políticas, mas ainda são pouco efetivadas. A pandemia trouxe à tona o quanto nosso país está em dívida no que diz respeito à implementação destas estratégias. Neste momento árido de pandemia, é necessário, mais do que nunca, que nós, pessoas com deficiência, tenhamos asseguradas as mesmas condições de prevenção e de assistência. Acentuar nossa invisibilidade nas políticas públicas, neste momento, é aumentar mais ainda o risco que corremos diante desta pandemia.

* Ana Beatriz Thé Praxedes – Psicóloga, fundadora do Movimento V.I.D.A (Vida, Independência, Direito, Dignidade e Ação).

Via: http://www.sembarreiras.jor.br/2020/06/21/covid-19-e-a-invisibilidade-das-pessoas-com-deficiencia/

Contatos

 PARA FALAR CONOSCO É BEM SIMPLES, BASTA NOS ENVIAR UM EMAIL NO mateusorc@gmail.com OU NOS CONTACTAR ATRAVÉS DE NOSSAS REDES SOCIAIS CUJO TEM UM LINC DIRETO AQUI NO BLOG.

Projeto obriga montadora a produzir carros adaptados para deficientes

  Pelo menos um a cada cem veículos fabricados deverá ter câmbio automático, direção hidráulica, vidros elétricos e comandos manuais de frei...